Justináusea

 

Justiça não promete ser justa.

Justiça jura fazer cumprir leis.

Por sua vez, leis contêm

frestas de interpretações

gretas de articulações

brechas de manipulações.

Justiça usa venda de renda.

Justiça é direita nunca esquerda.

Justiça teológica, a cara da bíblia.

Justiça anda armada de cruz/espada.

Justiça, balança/balança/balança.

Balança pesa como poder executivo.

Balança pesa como poder legislativo.

Balança pesa como poder judiciário.

Justiça balança de OAB.

Justiça balança de casa civil.

Justiça balança de câmara dos deputados. 

Justiça balança com o senado federal.

Justiça balança com o congresso nacional.

Justiça com um balancê infernal.

De lá, Brasília capital distrital.

Lança Brasil/brasileiros nos braços do caos.

Justiça causa embrulho estomacal.

Náusea/vômito nacional

pelo escandaloso abuso imoral judicial.

 

 

Multicruz

 

Sinal de medo/opressão

perseguição.

Instrumento de tortura

punição/pena de morte.

Crucifixo/algemas nas mãos.

Forca no pescoço da liberdade.

Punhal oxidante fatal.

Chave de prender corpos/mentes/espíritos.

Marca de dominação/escravidão.

Símbolo ditador/fascista/nazista

terrorista/racista.

Espada arcaica machista

degola direitos/desejos/asas femininas.

Vera cruz cancerígena, suga leite/mel/sangue.

Consome, deixa esquelética América Latina.

Fodida viu?

A cruz tem multi-utilidade de maldade.

 

Pejorativo provocativo

 

 

 

“Branco azedo”

“macarrão sem tempero”

“branco sem graça”

“bicho de goiaba”

 

Se você acha que um negro se referindo assim ao branco está sendo racista ao contrário, já vou dizer: você não sabe o que é racismo.

 

Racismo vai além de pejorativo  provocativo, é movimento constitucionalmente legal.

Perpetuado por uma educação que se estende como comportamento cultural.

 

Racismo está em acreditar que misérias/ doenças/ignorâncias/ violências/guerras/ drogas/inseguranças/ameaças; representam determinados grupos sociais

Racismo é multifacetado/subliminar/sofisticado bem relacionado/influenciado.

Circula em: jornais, revistas, rádios, redes sociais, televisão, cinema, comerciais, nus íntimos

Racismo vem ser surpreendente/ desconcertante/intrigante

 

E você aí caro leitor?

pode ser um racista tímido/fingido/oportunista/enrustido/ inconsciente.

Todos alimentando a rede de racistas conscientes.

 

Racismo, por mais controverso, não rola ao inverso.

Negro não tem políticas corruptivas nas mãos, para manobrar Leis fora da lei.

Negro não é dono de religiões que pregam odiar os diferentes para escravizar/banalizar/desfigurar, até se desumanizar.

Racismo é artigo de vitrine, um grande negócio lucrativo para a economia mundial

Racismo sempre está na moda pela negação/afirmação racial

 

Racismo é papo multifacial.

 

 

 

 

Donos do mundo

Eles nos deixam ignorantes

Mal educados/desinformados

com suas tantas mentiras.

Infernizam nossas vidas

com fanatismo/racismo/capitalismo

manipulações midiais/corrupções judiciais/violações sociais.

Eles prendem a liberdade da nossa humanidade

Geram tiranias/politicaos/holocaustos.

Poluem o mundo com guerras/doenças/misérias

fazendo acontecer o que eles mesmo anunciaram como apocalipse.

Eles pintam os sete demônios

E nos vendem deus como salvação.

Mais nada, nada além de utopia nos protege deles.

 

 

Mal de alienação

Por uma imprensa/mídia

Sofro um derrame sensacionalista

Entro em convulsão espetacular

Na frente da televisão

Fico em coma profundo.

 

Meu pensamento falecido

É velado por comerciais

No intervalo de um reality show.

 

Meus sentidos divertidos

Ignoram minha mente na alienação

Morta por overdose de globalização.

Descarada pop

 

 

Ê mídiê…

Ê mídiá…

Num batidão de idiotizar

Uma mídia vem otariotizar

Ê mídiê…

Ê mídiá…

Num refrãozin de patetificar

Uma mídia faz seu público burripitirular

Ê mídiê…

Ê mídiá…

Num hit pancadão de imbecilizar

Uma mídia vem babacatizar

Ê mídiê…

Ê mídiá…

Uma mídia tá-que-tá sucesso nacioná

com um melô de abestaiá

Ê mídiê…

Ê mídiá…

Uma mídia pop star

manda um dedão pro povão bobão chupar

Ê mídiê…

Ê mídiá…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chupeta Lelete

Ela é top

A bam-bam-bam do ibope

Ligo a TV, ela tá

Ligo o rádio, ela tá no ar

Abro a revista, o jornal, ela lá

Ligo o computador, celular, ela tá na rede, já

No cinema, no filme em cartaz, no outdoor, no telão

Ela é de multimeios, peça central, objeto principal.

Chupeta Lelete de exibição espetacular

De visibilidade sensacional

Provoca, desperta desejos, emoções, tentações, confusões

Globalizada, via satélite, em um segundo, uma chupeta distrai

Ilude a boca escancarada, chorosa do mundo

Lelete vai do tradicional ao atual num piscar de olhos

E lança modos, estilos, ideias, pensamentos, comportamentos

Elástica, flexível, na mão do bem e do mal

Ela é um meio viável de circular/tornar popular, boatos/fetiches.

Entre o certo e o errado, ela topa, encara ambos os lados

A serviço de uma comunicação corrupta, que mimetiza, furta a cor dos fatos

Maquia, transfigura, sensacionaliza qualquer notícia

Chupeta Lelete é artifício primordial, usado quando se quer veicular informações maldosas, distorcidas, venenosas.

Assim, tome chupeta Lelete maldosa na boca do povo lá

Tome chupeta Lelete distorcida na boca do povo cá

Tome chupeta Lelete venenosa na boca do povo de todo lugar

Povo que se presa, adora uma mamada

Então cai de boca na chupeta contaminada de enganação

E mama, mama, mama até arrotar uma ignorância azeda

De mal estar, vomitar asneiras

E escarra baboseiras.

De boca em boca, Lelete vedete, difama fatos, prostitui verdades, dissimula realidades

A seu modo, interesse, bel-prazer

E tome Lelete na boca do leitor, para mamar e não esquecer do sabor

De uma chupeta vagabunda, imoral, sem pudor.

 

 

 

 

Bunda midial

 

Uma mídia de caganeira

Mete a bunda na televisão

No rádio, no jornal, na revista

Na internet, celular, computador

A ideia dessa massiva cagada

É fazer da cabeça do povo privada.

Assim, uma mídia de merda

Se mantem na audiência-mamata

De bunda pra cima

Imunda

Fedorenta

Cagada.

Mídia transada

 

É podre a manipulação da telenotícia

Fede por demais a distorção

da reportagem descrita

Tem que ter nariz de privada

Boca de esgoto

Estômago de fossa

Para não vomitar

Botar tripas pra fora

Ficar pelo avesso

O mau hálito podridão no ar

Sai da boquete suja

transada

gozada

melada.

De uma imprensa-mídia de quatro

Baixa.

Usada

abusada

lambuzada

ao bel-prazer do podrer.