Themis maquiável

                       

Maquiado por uma justiça

golpista/imoral.

Repare a cara

do presidente ilegítimo!

Tão lisa!

Sínica.

Tementirosa.

 

Arte Passante

Vaza de um espiritual

escorre pelos sentidos

aflora na pele

efêmera/imaterial

passa pelas mãos

alheia ao domínio/escravidão.

Intrigante/fascinante

abre mentes/horizontes.

Há quem a julgue paixão

libertina de beijos errantes.

Eu, que a engulo/respiro

Não existo/vivo

sem atravessante arte passante.

 

Racismo

Movimento sócio-polítco cultural/estrutural, pelo qual

O negro é o personagem principal, exposto em cena.

Sujeito preconceituosamente julgado.

Quantificado por uma moeda de duas caras:

De um lado, o ódio surdo

Do outro, a cegueira moral.

 

 

 

 

 

Arte da peixada

Superficial

Super artificial

Super vaga/oca

Super descartável/plástica

Super pálida/insípida

Super parasita/oportunista

Super preguiçosa/mentirosa

Assim meio ‘little tea little fry’

A arte da peixada

De identidade artística

aproveitadora/conveniente/falsária

e criatividade surtada/abortada

conta com seus peixes indicadores:

donos/diretores de galerias/teatros/museus

organizadores/curadores de bienais

empreendedores/produtores

de festivais/encontros culturais

incentivadores/apoiadores/amigos/parentes que defendem.

o que a arte da peixada esconde, mente/mente/mente/mente.

Obra primamente mente infamemente toma a frente

da arte verdadeira de caráter/decente.

A peixadarte com a sua rabanada de padrinhos influentes

Impõe/expõe sua nadadarte

E nada, nada, nada, nadadarte.

Não se toca, não se manca

sufoca/afoga muita boarte/gente

essa tal peixadarte delinquente…

 

 

 

 

 

 

Politicaos

 

 

Conjuntos de regras e ações básicas, sistemáticas,

de tiranias/barbáries, politicamente legais

impostas por países poderosos

sobre países subdesenvolvidos/emergentes

onde uma classe dominante elitista, promove a desigualdade social

escravizando/banalizando o povo, pelo o acumulo de poder/capital.

 

 

 

Democradura

Sistema político onde um poder privado/particular/elitista

através de eleição/voto obrigatório e oportunista

se apodera do Estado e governa em defesa dos próprios interesses

desviando benefícios e direitos do povo

que sobrevive de migalhas pingadas da União

carregando as pedras da injustiça social e da corrupção.

 

 

Confusada

 

 

Uma gentarada pensando em melhorar a relação

Se fez em três classes: povo, povinho e povão.

Não demorou muito, e logo, logo,

Povo não queria ser povinho, povão.

Povinho não queria ser povão, povo.

Povão não queria ser povo, povinho.

Povo diz que povinho, povão são baixos pequenos

Não passam de ralé.

Povinho, chama povão, povo de feios, chatos de modos

Que ninguém merece, quer.

Povão acha povo, povinho, sem classe, sem estilo, bregas até.

O tempo vai passando e nada de uma boa convivência, união.

O que mais se vê é:

Povo mandar baixaria pra lá

Povinho, jogar pobreza pra cá

Povão disparar  pequenez acolá.

Entre picuinhas, fofocas e pirraças

Povo, povinho, povão é uma gentarada de muita, comédia, piada.

 

 

 

 

 

A tríade do mal

 

 

Um poder é explorador, escravizador, tira o couro do povo.

Um costume político é criminoso, há séculos mete a mão.

Segura com unhas e dentes o grosso, o bruto da riqueza pública nacional.

Só migalhas pingadas sobram para o povo.

Uma imprensa é fascista de sabotar, sacanear, usar,

jogar o povo contra  o próprio povo

Por uma furada, manipulada opinião popular.

A tríade perversa composta de um poder sanguinário

De uma política corrupta

E de uma imprensa-mídia traiçoeira, de rabo preso ao mandão capital

Tortura, castiga, curte o povo no fogo, no sal.

O que for possibilitar melhorias, justiça social, deixar o povo de bem estar

A tríade brutal parte pra cima, arrebenta quebra no pau.

Um poder ignora, fica de mal.

Uma política despreza trata mal.

Uma imprensa-mídia desvaloriza, fala mal.

A tríade bandida é contra o bem do povo, da gente mestiça.

A tríade cruel queima a bandeira de orgulho-esperança do povo

E joga as cinzas na poeira, a vagar no ar.

A tríade terrorista sequestra a liberdade de oportunidade do povo.

E o resgate imposto-cobrado é o povo de estima rendida, submissa, vencida

Sem saída, alternativa, muitos do povo perdem a noção de humanidade

E se entregam à banalidade, à situações miseráveis, deploráveis.

Graças à tríade da atrocidade, da barbárie, o povo não sabe o que é vida

Vive uma subvida inventada, criada, alugada pela tríade da tirania.

A tríade do mal crucifica, sacrifica o povo sem um pingo de medo do juízo final.

 

 

 

 

 

 

 

 

Beleza de encanar

 

 

A mentira e a idiotice estavam em um salão de beleza

Chiquerésimo e badaladíssimo

A mentira contava que iria abafar no discurso de posse de um político corrupto.

A idiotice dizia que queria arrasar em um programa de TV

Que deixa o povo idiota e burro.

Papo vem papo vai

Confete pra lá

Confete pra cá

Retoque ali

Retoque aqui

Entra também no salão para se embelezar  a enganação.

As meninas mentira e idiotice perguntaram: olá

Vai sair querida amiga?

A enganação em tom de ironia responde afirmando, perguntando

Sim! O que seria de vocês sem mim?

Eu também vou estar na posse do político corrupto

E  no programa de TV que deixa o povo idiota e burro.

E qua-qua-ra-qua-qua

caíram numa risada sem fim-parar

É osso, um poder tacanha engana e ainda sorri bem beleza da cara do povo.